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10/04/18

SIEM REAP . CAMBOJA

Durante o planeamento da nossa viagem pela Ásia foram muitas as vezes que nos perguntámos se valeria a pena ir ao Camboja em vez de ir à Malásia... e ainda bem que concordámos em arriscar! Foi o país que mais nos surpreendeu e que nos deixou umas saudades imensas de voltar.

Aterrámos em Siem Reap (o visto foi feito na hora à chegada ao aeroporto) e fomos logo recebidos pelo motorista do hotel onde ficámos hospedados nas primeiras duas noites.
TIP: Muitos hotéis têm esta opção (Airport pick-up/transfer) e para viagens tão cansativas como a nossa foi um bonus não ter de voltar a regatear uma tuktuk para o centro da cidade.

Estávamos sem palavras para o cenário. Terra vermelha, trânsito caótico, crianças a conduzir, animais no meio da estrada, mercados por todo o lado e uma energia fora do normal. Foi difícil absorver tanta informação ao mesmo tempo, estavam 38 graus e nós só precisávamos de um banho para nos sentarmos a programar os próximos quatro dias.

🇬🇧
During the planning of our trip through Asia we asked ourselves many times if it would be worth it going to Cambodia instead of going to Malaysia... and thankfully we agreed to risk on it! It was the country which surprised us the most and left an enormous will to come back.
We landed in Siem Reap (the visa was done when we arrived at the airport) and we were immediately welcomed by the hotel’s driver, who took us the hotel where we’d stay for the first two nights.
TIP: Many hotels have this option (Airport pick-up/transfer) and for trips as tiresome as ours it was a bonus not having to haggle for a tuktuk to the city center.
We were overwhelmed. Red soil, chaotic traffic, children driving, animals in the middle of the road, markets everywhere and an out of the ordinary energy. It was difficult to take in so much information at the same time, it was 38ºC and the only thing we needed was a bath so we could settle and plan the next four days.








ONDE FICAR?

Chegámos ao hotel de boca aberta (mas ainda não tínhamos visto nada!), fomos recebidos com chá gelado e encaminhados para o nosso quarto. Um dos hotéis mais incríveis onde alguma vez estivemos, pela historia, pela beleza, pela arquitectura e pela simpatia de todas as pessoas que lá trabalhavam.
Em frente ao Royal Garden, o Victoria Angkor Resort & Spa foi inspirado na arquitectura colonial francesa e fica a pouco metros do centro. É um verdadeiro oasis em plena cidade, com mobiliário em madeira escura em harmonia com a arquitectura. Parecia que tínhamos recuado no tempo.
Toda a decoração dos quartos com um toque colonial, o nosso inspirado na história da antiga Indochina.

🇬🇧
When we arrived at the hotel we were speechless (but we hadn’t seen anything yet!), we were welcomed with iced tea while we were taken to our bedroom. This is one of the most incredible hotels we’ve ever stayed at, due to its history, its beauty, its architecture and its staff’s sympathy.
In front of the Royal Garden, the Victoria Angkor Resort & Spa was inspired by French colonial architecture and it’s close to the city center. It truly is an oasis in the middle of the city, with dark wood furniture in such harmony with the overall architecture. It seemed as if we had gone back in time. Each room decorated with a colonial touch, ours was inspired by Indochina’s history.





Nos últimos dois dias ficámos hospedados no Greenleaf, uma opção mais em conta mas igualmente fantástica. 
Mais um pequeno oasis a poucos minutos do centro com um pormenor importante: uma organização sem fins lucrativos criada para ajudar unicamente as aldeias locais, para que todos possam ter acesso a educação e a água potável.
Fomos recebidos pelo Lin como se fizéssemos parte da família e foi aqui que ouvimos falar pela primeira vez em "turismo consciente".

🇬🇧
On the last two days we stayed on Greenleaf, an option less expensive but also fantastic.
Another little oasis a few minutes from down town with an important detail: an non-profit organization created exclusively to help the local villages, so everyone can be educated and have access to drinking water. We were greeted by Lin as if we were family and that was the first time we heard of “conscious tourism”.












HIGH LIGHTS:

- ANGKOR WAT
Angkor Wat é sem dúvida uma experiência incrível e uma boa razão para visitar Siem Reap, é um complexo de 50 templos (antiga capital do império Khmer) com influencias hindus e budistas impossíveis de ver num dia só. 
Comprámos o pass de um dia sabendo que iria ficar muito para ver e em vez de termos alugado uma tuktuk como nos tinham aconselhado decidimos alugar mota (best option ever!), estávamos por nossa conta.
Alugar uma tuktuk é uma boa opção para quem quer evitar o pânico das estradas do Camboja mas aconselho a regatearem valores, se gostarem do motorista paguem para vos mostrar os templos por um dia, vai ser o vosso melhor guia!
É impossível visitar Angkor a pé e sem um bom plano, são quilómetros e quilómetros de um templo ao outro por isso alugar mota ou bicicleta é uma optima opção.
Não fomos ver o sol nascer por trás dos templos como manda a tradição mas mais uma vez aconselho a evitar as horas de maior calor, o calor é imenso e visitar os templos nestas condições torna-se missão impossível. 
TIP: Visita também templos mais pequenos, são igualmente incríveis e não vão estar atolados de turistas.

🇬🇧
- ANGKOR WAT
Angkor Wat is, without a doubt, an incredible experience and a good reason to visit Siem Reap, it is an area with 50 temples (former Khmer empire’s capital) with Hindu and Buddhist’s influences, impossible to see in only one day.
We bought the one day pass knowing a lot would be left unseen and instead of getting a tuktuk we decided to rent a motorcycle (best option ever!), we were on our own.
Renting a tuktuk is a good option for whoever wants to avoid the panic of Cambodia’s roads but I advise you to haggle the prices. In addiction, if you like your driver you can pay him to show you the temples for a whole day, he’ll be your best guide!
It’s impossible to visit Angkor on foot and without a good plan, there are kilometers and kilometers between the temples so renting a motorcycle or a bike is a great option.
We didn’t see the sunrise behind the temples as it is as a tradition but, once again, I advise you to avoid the hottest hours, the heat is intense and visiting the temples in this conditions becomes mission impossible.
TIP: Visit the smaller and less known temples, they’re as incredible and they won’t be as crowded.



- NIGHT MARKETS
Como em toda a Ásia os night markets são o melhor plano para o serão mesmo depois de um dia de passeio. Em Siem Reap não é excepção, há mercados em cada esquina, comida mais em conta e música, muita música. 
Quem já lá foi sabe do que falo, as ruas principais enchem-se de pequenas bancas ambulantes onde servem bebidas e, por norma, cada uma com um computador onde os clientes metem música a gosto. É de loucos, estas bancas metem a música TÃO alto para competirem umas com as outras que fica impossível conversar com o parceiro do lado.
Caótico mas muito engraçado!
    TOP markets: 
    - Angkor Night Market
    - Old Market
    - Siem Reap Art Centre Markets

- HIDRATAÇÃO
Faz calor, muito calor, e por norma os preços nas zonas turísticas disparam de forma absurda, por isso é melhor prevenir do que pagar 4€ por uma garrafa de meio litro de água. 

- AS PESSOAS
São dos povos mais simpáticos que alguma vez conheci, são amáveis, prestáveis, divertidos e falam muito bem ingles! É impossível não nos lembrarmos das semanas no Camboja sem um brilho nos olhos, todas as pessoas que fomos conhecendo pelo caminho deixaram a sua marca. Até mesmo a miúda a quem alugámos a mota durante 4 dias em SiemReap que me abraçou e gritou "I LOVE YOU!" quando percebeu que não iamos voltar no dia a seguir! Ahah true story! 

- COUNTRYSIDE
É verdade, o transito em Siem Reap pode ser caótico porque não há regras mas assim que nos afastamos do centro o cenário é outro. Explorar as redondezas pode ser fascinante, pegámos na mota e fomos sem rumo para sul encontrámos templos incríveis à beira da estrada, campos de arroz de perder a vista e vilas piscatórias.

- MOEDA
No Camboja a moeda utilizada é o Riel, no entanto é comum usar-se o Dólar Americano (nós usámos sempre o Dólar e nunca tivemos problemas). Para quem viaja pelo sudoeste asiático pode ser um choque visto que é bem mais caro do que os países vizinhos (aqui já não encontramos refeições maravilhosas a 1€!), os preços estão altamente infeccionados especialmente nas zonas turísticas.

🇬🇧
- NIGHT MARKETS
As it is throughout Asia, the night markets are the best plan for finishing your evening, even after a long day. In Siem Reap it isn’t an exception, there’s markets in every corner, cheaper food and music, lots of music.
Who has been there knows what I’m talking about, the main streets get full of little stands where they serve drinks and each one has a computer so the clients can choose which song to play. It’s crazy, those stands put the music so loud to compete with one another that speaking with your friends becomes impossible. Chaotic but very funny!
    TOP markets: 
    - Angkor Night Market
    - Old Market
    - Siem Reap Art Centre Markets

- HYDRATION
The temperatures are very very high and most of the time the prices rise ridiculously in touristic areas. The best thing is to prevent yourself and bring your own instead of paying 4€ for a 1,5L water bottle.

- PEOPLE
They’re one of the most sympathetic people I’ve ever met, they’re lovely, helpful, entertaining and they speak English pretty well! It’s impossible not to remember our week in Cambodia without a sparkle in our eyes. Every single person we met along the way left their mark, even the girl who rent us the motorcycle for four days in Siem Reap, she hugged me and screamed "I LOVE YOU!" when she understood we wouldn’t come back the following day! Ahah true story!

- COUNTRYSIDE
It’s true, the traffic in Siem Reap can be chaotic because there’s no rules but once we get away from the city center the scenario is completely different. Exploring the outskirts can be fascinating, we got on the motorcycle and drove south without a destiny, we found amazing temples on the side of the road, not ending rice fields and piscatory villages.

- CURRENCY
In Cambodia the actual currency is the Riel, however the US Dollar is also commonly used (we always used the US Dollar and we never had problems). For people who are travelling through southeast Asia it can be a shock since it’s a lot more expensive than the surrounding countries (here we don’t find wonderful 1€ meals), the prices are highly inflated, specially in touristic areas.





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05/02/18

Ao Nang . Krabi . Thailand

Depois da semana maravilhosa em Koh Tao fizemos as malas rumo ao Sul. Ao Nang foi o destino.

Ao Nang não tem as praias mais maravilhosas do mundo mas pode ser um bom ponto de partida para chegar a muitas delas. 
Li muitas reviews negativas sobre este sítio mas acabou por me surpreender pela positiva. É verdade que é um sítio bastante turístico, no entanto, tem óptimas infra-estruturas, bairros simpáticos e cheios de animação, restaurantes para todas as carteiras, mercados com comida maravilhosa a menos de 1€ por pessoa, e hotéis não faltam.





Junto à Praia de Ao Nang podem encontrar inúmeras agencias com pacotes de viagens e passeios às outras ilhas. É aqui que é preciso ter atenção, quando a oferta é muita acaba por ser difícil escolher a melhor opção. 
Tivemos uma das piores experiências da nossa viagem porque não nos informámos como devíamos. Depois de corrermos tudo à procura de um pacote acessível para visitar as ilhas PhiPhi acabámos por escolher o mais barato e, por sua vez, o mais aliciante (quando a esmola é grande...).
Queríamos evitar ao máximo as excursões turísticas mas estávamos com o tempo contado e queríamos conhecer as PhiPhi. 
Acabámos na parte da frente de um speedboat (porque o barco ia cheio de chineses a gritar e a vomitar com os enjoos) e o que seria uma viagem de 40minutos maravilhosa tornou-se num anuncio da Pescanova altamente violento. 
As PhiPhi são maravilhosas mas a experiência foi assustadora, quase partimos a Canon com a tempestade que apanhámos e o valor não compensou as dores no corpo do dia seguinte.
Aconselhamos a apanhar o Ferry até PhiPhi e ficar por lá pelo menos uma noite.


Ao Nang Cliff Beach Resort

Situado na rua principal, foi o hotel onde estivemos durante 3 noites e foi sem dúvida dos mais bonitos onde estivemos em toda a Ásia. Numa encosta com vistas extraordinárias, quartos de sonho, piscinas que se confundem com o horizonte e um atendimento incrível.
O hotel é enorme e fascinante, para chegarmos ao topo do hotel podíamos apanhar um taxi à porta caso contrário teríamos de apanhar três elevadores diferentes, subir inúmeras escadas e passar por duas piscinas.



A não perder:

. Railay Beach. A 15 minutos de Ao Nang de barco, é uma optima praia para descansar. A praia é lindíssima e, apesar dos turistas, é uma boa aposta ficar a pernoitar e subir aos viewpoints mais conhecidos. 





. Wat Tham Sua (Tiger Cave). A tiger cave é um templo budista que fica a mais ou menos 10 minutos de carro de Krabi. Uma experiencia incrível e que vale cada centimo e cada pingo de suor! 
Negociámos com um senhor que fez connosco o percurso até à tiger Cave, com paragem na Emerald Pool a 19€ por pessoa (aposto que conseguíamos mais barato mas a verdade é que o senhor andou connosco o dia todo e deixou-nos no hotel).
A subida à Tiger Cave é um verdadeiro survivor, são 1237 degraus altamente irregulares e 278metros de altura. Leva água, muita água, porque vais precisar. A subida não é nada fácil mas quando chegas lá a cima esqueces o cansaço e as pernas a tremer, a vista é de cortar a respiração. 
Uma pequena nota: Vais encontrar macacos pelo caminho que te vão tentar roubar o que puderem, por isso cuidado com garrafas, telemóveis, chapéus, maquinas fotográficas, etc. Eles sabem o que fazem!


. Alugar um Kayak . Nesta zona de Ao Nang e Krabi há praias maravilhosas em que os acessos só são possíveis de barco. Para quem quer fugir dos grupos de turistas e descobrir praias desertas a melhor opção é alugar um kayak e ir à descoberta. Podem alugar um kayak para uma ou duas pessoas até aos 1000Baths por dia, tudo dependerá da vossa arte para negociar!

. Massagens . A praia de Ao Nang não é maravilhosa, a areia é escura e os barcos são uma constante. No entanto, do lado esquerdo da praia podemos encontrar barraquinhas de massagens com vista para o mar e restaurantes com um ambiente incrível e bem tranquilo. 











Se tiveres dicas de viagem deixa o teu comentário!
Hope you love it

A.












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28/01/18

Koh Tao . Thailand






Koh Tao foi o nosso primeiro destino depois de aterrarmos em Bangkok.

Como chegar: 
Autocarro + barco de Bangkok
Avião de Bangkok ou Koh Samui 





Ao contrário daquilo que pensávamos os transportes na Tailândia estão muito bem preparados para receber turistas. 
Comprámos o bilhete de autocarro online que já vinha com o transfer para a ilha incluído. Em 6 horas chegámos a sul, meios confusos com o calor e a chuva torrencial, e em menos de 15 minutos mudaram-nos para um pequeno autocarro que nos levaria ao ferrie. Não foi preciso fazer perguntas.

Foi nessa viagem que descobrimos que o jetleg era bem real, não foi fácil recuperar com os 40 graus, a humidade (100%!) e as 12 horas de avião que nos separavam de Portugal.

A chegada à ilha foi... especial. Fomos baptizados com a multidão de locals a gritar “tuktuk!!” “Speak English?!!”, 50 mãos no ar a tentar pegar nas nossas malas e a garantirem que sabiam onde íamos ficar. Assustador.


Tip: Será assim em todo o lado, por isso já sabes, és turista e eles vão-te lembrar disso todos os dias. 
Serás abordado sempre, vão-te tentar vender tudo e pelo triplo do preço. Nunca tenhas medo de regatear, caso contrário chegas ao fim da tua viagem de carteira vazia. Regateia uma massagem, regateia o jantar, regateia TUDO e não te sintas mal por isso (quando apanhares o jeito vais perceber o quanto andaste a poupar).


Nao poupámos na primeira estadia. Estávamos exaustos e o nosso corpo ainda estava a habituar-se às horas, ao clima, à confusão, à cultura. Achámos que este primeiro impacto merecia as condições mínimas. Ficamos no Clear View Resort numa encosta, em que cada cabaninha tinha vista para o mar.




A melhor maneira de conhecer a ilha é de mota (como em toda a Ásia!). 
Alugámos a mota no hotel por 150 Baths (3€ por dia)
Nenhum de nós tinha conduzido mota e posso dizer que esta ilha foi um desafio para começar a andar.
A ilha não é grande mas tem muitas subidas e descidas (especialmente a norte), as estradas não estão em bom estado (como é de esperar) e muitos acidentes acontecem.
Ooh Tao é incrível e vale a pena ficar pelo menos três dias para conhecer. No primeiro dia explorámos o norte, mais denso, as praias mais selvagens e difíceis de chegar. 
No sul tudo muda, todas as praias são especiais e totalmente diferentes umas das outras. 

A verdade é que a norte não conseguimos ver praias. Os acessos às praias são feitos de barco e andar de mota a norte é uma aventura. Fomos enganados mil vezes e de todas as maneiras possíveis. 
Aqui descobrimos mais uma esquema deles para ganhar dinheiro. Eles apropriam-se dos terrenos e das estradas. Acrescentam placas a indicar locais fictícios e para passar tens de pagar. 

Depois desta primeira aventura desistimos do norte, fomos fazer o check às vistas “instagramaveis” e aos pontos com fácil acesso e depois disso fomos conhecer as praias junto ao hotel (Sairee Beach).
Os bares junto à praia são um sonho e foi sem dúvida o melhor sítio da ilha para ficar, tens barzinhos, restaurantes e umas quantas lojas. 
Não esperes uma fullmoon party. Esta ilha tem festas QB, um ambiente mais relaxado, mais familiar mas muito boa vibe.



Depois da nossa última experiência a norte percebemos que a melhor maneira de conhecer todas as praias era de barco, por isso fomos explorar o centro (zona do Porto - Mae Haad Town) onde várias lojas têm packs de snorkelling, viagens de barco, actividades pela ilha e muito mais.
Depois de corrermos tudo à procura da melhor opção escolhemos um programa de um dia de barco com um formador inglês que nos iria mostrar as melhores praias da ilha.
Tivemos sorte. Depois de 50 dias na Ásia podemos garantir que foi das melhores viagens de grupo que fizemos. A ilha é realmente incrível, o guia foi fantástico, o grupo muito tranquilo e as praias de sonho.

Ficámos apaixonados pelo sul da ilha, por isso decidimos que nos outros dois dias íamos à aventura de mota às praias que mais gostámos. Assim foi! 
Deixo-vos aqui fotos de toda a experiência. Muitos dos momentos são impossíveis de captar numa fotografia mas parece-me que isto já dá vontade de fazer as malas e arrancar par Koh Tao.


A NÃO PERDER:

Snorkelling. Há uma oferta incrível de pacotes de actividades a fazer na ilha. Tirem um dia para conhece a ilha de barco. A nossa custou 1400 Baths para duas pessoas, o que equivale a mais ou menos 18€ por pessoa. 

Massagens. O melhor da Tailândia e nesta ilha não foi excepção. 

Mota. Consegues alugar em qualquer sítio. Não deixes que fiquem com o teu passaporte, deixa um cartão de identificação ou leva contigo fotocópias. Algum sítios não aceitam, por isso, se tiveres de deixar o passaporte tenta deixar no hotel onde ficas ou em algum espaço conhecido e com boas reviews. 

Crepes. SIIIIIM! Foram as melhores que comemos em toda a Tailândia. Os crepes de rua com Nutella e banana são de chorar por mais.

Comida. Quando te dizem que vais emagrecer na Ásia ri-te! Nada disso é verdade. 
Fui cheia de medos, li todos os blogs possíveis e ia altamente preparada para as tão temidas diarreias e intoxicações alimentares. Surpreendentemente, com um estômago tão frágil como o meu, estive nas nuvens! A cozinha tailandesa é maravilhosa, especialmente quando é feita nas barraquinhas de rua à tua frente. 
Obviamente que tivemos alguns cuidados, não comemos saladas nem alimentos Crus, água só engarrafada e fruta partida à nossa frente. 



PRAIAS A NÃO PERDER:

Sairee Beach. A maior praia da ilha, onde ficámos instalados. Aqui encontras bares, restaurantes e muitas lojas sem a confusão da zona do porto.

Sai Nuan Beach. Os acessos são feitos de barco ou a pé.

Chalok Bann Kao. Uma das maiores praias da ilha com alguns bares e restaurantes.

Freedom Beach. Estivemos nesta praia no dia em que fizemos a volta à ilha de barco, os acessos não são fáceis.

Haadtien Beach (shark bay). Fomos para o sul da ilha de mota e pelo caminho é impossível não parar para tirar fotos à paisagem. Palmeiras alinhadas de perder a vista e ao fundo a Shark Bay.

Tanote Bay. A melhor praia para fazer snorkeling 

Koh Nang Yuan. Esta ilha é paragem obrigatória para quem vai a Koh Tao. Fica a 10 minutos de barco e tens de pagar 100baths à chegada. Não são permitidas garrafas de plástico por isso prepara-te para largar a nota. 
Certifica-te que vais cedo para evitar os grupos de turistas que visitam a ilha. Apesar da confusão vale a pena subir ao topo da ilha para tirar a famosa foto .
Esquece os turistas e desfruta!



With love
A.









2

19/06/17

KOH RONG • UM PARAÍSO FORA DOS RADARES

Começo por uma das ilhas mais incríveis que alguma vez visitei porque esta ilha merece um post a tempo e horas.
Quando pensam que só as ilhas da Tailândia é que fazem jus a fundos de ecrã enganam-se, Koh Rong fez-me quase chorar por ter de ir embora.

Localizada no sul do Cambodja, está a 1 hora de Sihanoukville​, muito perto da fronteira com o Vietnam.

Chegámos a Sihanoukville com os minutos contados, o barco estava a 15 minutos de partir e nós ainda tínhamos de procurar um ATM e negociar uma tucktuck para nos levar ao porto.
Toda uma história para contar.
Chegámos ao porto atrasados e demos graças por neste país nada acontecer a horas, depois de um choradinho deixaram-nos voltar ao centro da cidade para ir levantar dinheiro.

Dica: Anda sempre com dinheiro no bolso e antes de ires para esta ilha prepara-te para um autêntico survivor, não há caixas multibanco, muito pouca rede Wi-Fi, das poucas estradas que há só mesmo em terra batida e vão sempre tentar enganar-te, simplesmente porque és estrangeiro.

Obviamente que o barco partiu uma hora depois. 
Aquele porto era algo de surreal, não vias a cor da água, vias lixo em cima de lixo, casas feitas de lixo e miséria por todo o lado. O cheiro era inexplicável. Nunca diria que ia a caminho do paraíso.

Uma hora depois chegámos a Koh Rong. O céu ficou sem nuvens (primeira vez em 25 dias), calor e uma energia fora do comum. 
Nesta ilha podes encontrar de tudo um pouco, desde um resort maravilhoso sobre a água em que a noite custa nada mais nada menos que 1600€ (o mais barato), como podes encontrar uma cabana à frente da praia por 4€ a noite (negociável).

Sok San Beach Resort (regista num post-it e promete que vais lá um dia) foi o local escolhido para passar estes fantásticos dias, na segunda maior vila desta ilha (não penses que é grande).
Areia branca, água cristalina, corais, conchas, peixes, palmeiras e ZERO turistas, o que podemos querer mais?
Acredito que daqui a uns anos esta ilha não esteja igual, estão a construir vários resorts pela ilha e desde que foi filmado o reality show "Survivor" o turismo tem vindo a aumentar.


Sugestões:

. Snorkeling: Vale muito a pena! Fizemos snorkeling na Tailândia e nem aí vimos um fundo do mar tão bonito como nesta ilha. A água queimava de tão quente que estava e os corais tinham cores que nunca imaginei. Para além disso, no caminho de barco conseguimos ver zonas da ilha em que o acesso só é feito via marítima e as fantásticas praias onde foram filmados os vários Survivors (fake or not... Was awesome!)
. Caiaque: Surreal. Também fizemos caiaque em Koh Lanta (Tailândia) mas aqui sentimos mesmo que estávamos do outro lado do mundo, impossível descrever em palavras a energia que a natureza nos transmite.
. Plâncton luminescente: Não conseguimos ver mas dizem que é das experiências mais fantásticas desta ilha.
. Deslocações: Em qualquer lado podemos alugar mota ou bicicleta , no entanto, esta ilha não foi feita para grandes passeios a duas rodas. Existem muito poucas estradas e as que existem são de terra batida em muito mau estado. muitas das praias só têm acesso de barco visto que a maior parte da ilha ainda é virgem.
. Regatear: Negoceia SEMPRE. Ao contrário da Tailândia, o Cambodja não é barato devido ao Dolar e obviamente que eles olham para nós como a Galinha dos ovos de Ouro. Pedem balúrdios até por uma simples banana. 


Toda esta experiência não teria sido igual sem o maravilhoso STAFF do resort que nos acompanhou. A particularidade do Cambodja é que vamos fazendo amigos ao longo das viagens, sempre tão amáveis e prontos para ajudar. 
Foram 4 dias que podiam ter sido 30.

Dica: Se tiverem tempo visitem Koh Rong Samloem, a ilha que fica mesmo ao lado desta. Nós não tivemos tempo mas vai ser sempre uma desculpa para voltar.

A,♥️









             

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